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| CAFÉ INDUSTRIALIZADO AMPLIA PARTICIPAÇÃO NAS EXPORTAÇÕES |
| Junho de 2007 |
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O café industrializado do Brasil está ampliando sua participação na pauta de exportação do País e deverá sair de US$25 milhões vendidos este ano para US$30 milhões no próximo ano, ganhando força na distribuição internacional. Ações como a internacionalização dos grãos, hoje realizada por meio de parcerias e divulgação em feiras internacionais, já são realidade no setor. Além do café torrado e moído, o grão verde e o solúvel também estão registrando grande demanda no consumo externo. A produção estimada para este ano é de 32,9 milhões de sacas. Cerca de 88% dos embarque são de café verde, 11% são de cafés tipo solúvel e outro 1% é de café industrializado. "Embora pequena, a participação do café industrializado está crescendo em vendas para o exterior. Saiu de US$ 4 milhões, em 2002, para US$ 25 milhões neste ano", diz Natan Herzskowicz, diretor executivo Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). A previsão para este ano é que o total exportado ultrapasse US$ 3 bilhões, sendo que a participação do solúvel é de US$ 300 milhões. "Parcerias com grupos estrangeiros e a participação em feiras internacionais são formas de internacionalização que os produtores encontraram para ganhar mercado". De acordo com o executivo, um exemplo do potencial brasileiro é o fato de ter crescido seis vezes desde que o País começou exportar o produto torrado e moído. "A Itália, por exemplo, vendeu para os Estados Unidos US$ 50 milhões no ano passado e nós comercializamos com os norte-americanos, US$ 20 milhões." Mercado
Mundial De olho em um nicho do mercado em que o marketing ganha força, a Ipanema Coffees está colhendo seus louros. A empresa ganhou, no início deste ano, um impulso da cadeia norte-americana Starbucks para distribuição, dentro do mercado americano. Segundo Washington Luiz Alves Rodrigues, diretor presidente da companhia, a ação servirá para o café brasileiro chegar em todos os pontos de venda da rede e, com isso, ter novos contratos futuramente. "A parceria exclusiva com a rede americana nos prospectou outros 100 contratos. Clientes da Austrália, Rússia, Espanha, França, entre outros, deverão impulsionar nossa produção", revela. A projeção do executivo é que salte de até 120 mil sacas estimadas para este ano para 150 mil já em 2008. "Exportamos 75% de nossa produção, o restante é para o mercado interno, que está crescendo também", constata. "Além dessa parceria exclusiva que temos há 10 anos com a rede americana, recentemente assinamos um contrato de distribuição com a alemã Tchibo", completa. Outra empresa que está caindo no gosto mundial é a Café Tiradentes, do Grupo Nhá Benta Indústria de Alimentos, que abriu sua primeira loja no exterior. A empresa inaugurou em 2005, em Seul, capital sul-coreana, seu ponto de distribuição que está servindo para pesquisar outros mercados asiáticos. "O grupo pode, no futuro, efetivar outro contrato com grupos da região. O contato com os sul-coreanos partiu da participação de uma feira, que o grupo esteve", comenta Luiz Clerici, consultor do grupo. Em março último, a torrefadora Dallis Coffee, uma das principais empresas de comercialização de cafés especiais dos Estados Unidos, foi vendida para a empresa brasileira Octávio Café, que produz cafés especiais em Pedregulho, região da Alta Mogiana. Após 10 meses de negociações, os empresários Orestes Quércia (Octávio Inc.) e David Dallis assinaram o contrato que repassa as operações da torrefadora de Nova York para a empresa paulista. "Nos interessamos em comprar essa empresa pela tradição que ela tem nos Estados Unidos e por ser especializada em cafés especiais", afirmou Quércia na ocasião. A empresa brasileira prepara um plano de divulgação no exterior ainda este ano. Fonte: DCI |