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| MCDONALD'S QUER O PÚBLICO DAS PADARIAS PARA O CAFÉ DA MANHÃ |
| outubro de 2007 |
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O McDonald's quer aproveitar no Brasil a contribuição que as cafeterias têm dado ao seu faturamento em países como Estados Unidos e China. Produtos de café da manhã e lanche da tarde têm sido determinantes para o crescimento da receita global do grupo, como o incremento de 8,1% nas vendas globais em agosto. Mas por aqui ainda são pouco relevantes já que são apenas 49 cafeterias, integradas aos restaurantes da marca, com um tíquete médio de R$5,00. Nos 544 restaurantes, o tíquete médio é de R$8,50. No mundo, são mais de 1 mil McCafés. A estratégia no país é voltada, inicialmente, para pontos de shopping centers e lojas próprias. Das 16 novas unidades previstas até o final de 2008, cinco serão de franqueados e 11 próprias. No Rio, a inauguração será no shopping Downtown. As cafeterias estão sempre atreladas a um restaurante McDonald's, não haverá unidades independentes. Os McCafés são complementares, afirma Fernando Mammini, executivo de marketing do grupo. Um dos meios de aumentar a receita dos cafés é atrair o cliente que já está no restaurante. Atualmente, o chamado "público do balcão" representa apenas 8% dos clientes da cafeteria. Outra forma é atrair o cliente da classe A e B que já toma café da manhã fora de casa e hoje está mais restrito ao consumo em padarias. Até agora, cerca de 70% do consumo nos McCafés acontece à tarde e à noite, mostrando largo espaço de crescimento no horário matutino. O tempo médio de permanência dos clientes já é maior que na área de fast-food, 25 minutos no cafezinho, contra 15 na área de sanduíche e batata frita. Conforme Mammini, a cafeteria participa com até 5% da receita da unidade em que está acoplada. "Para ter uma participação da ordem de 10% a 15% na receita do McDonald's Brasil, seriam necessários centenas de McCafés no país", pondera Leonardo Gentil, também do marketing. "Estamos só iniciando esse negócio, mas o potencial é absurdo, principalmente porque temos um preço competitivo. O café expresso comum é vendido a R$1,75 em São Paulo; o expresso duplo custa R$3,50." Em todos os países em que introduziu o McCafé, a empresa privilegia a bebida de origem local. Aqui, os grãos vêm da região Mogiana, interior paulista, resultando num café encorpado, mas de sabor suave.O café gourmet, auditado em laboratório, é negociado pelo grupo Rossi, um dos maiores do mundo em café expresso. "Não somos os produtores, mas cuidamos das compras até as máquinas e treinamento de equipe com baristas," conta Luís Fernando Leme, diretor comercial do Rossi no Brasil. Para os executivos, a concorrência com outras redes, como Starbucks, Nespresso, Suplicy, Fran's Café e Havanna, não assusta. "O mercado é muito grande, o brasileiro consome muito café, e nossa concorrência vai muito além dessas redes. Qualquer lugar que sirva café, como as padarias e as cafeterias individuais, são competidores," diz Mammini. O desempenho global da companhia no mês passado superou as expectativas dos investidores e as corretoras norte-americanas recomendaram a compra das ações da corporação. A alta de 12,4% na região composta por Ásia, Pacífico, Oriente Médio e África e o incremento de 6,1% nas lojas européias foram explicados por Jim Skinner, principal executivo do McDonald's Corp. pelo cardápio mais econômico que dos concorrentes de casual dining e a expansão na área de café, tanto da bebida quanto acompanhamentos. Fonte: Jornal do Brasil |