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Estudos da Interscience mostram que o consumo de café no Brasil
vem crescendo ao longo dos anos, principalmente, entre os maiores
de 15 anos perdendo, apenas, para a água e à frente dos refrigerantes.
Nove em cada dez brasileiros consomem café, diariamente. Minas Gerais
é o principal estado produtor de café, Espírito Santo é o segundo
e São Paulo aparece em terceiro lugar.
Mas, o mercado interno não é o único a crescer no consumo do produto.
De acordo com Christian Santiago e Silva, coordenador executivo
do Programa Setorial Integrado (PSI) para exportação de café torrado
e café moído (convênio Associação Brasileira das Indústrias de Café
(ABIC) - Apex Brasil), o setor superou suas expectativas para 2008
em relação ao produto exportado. Foi comercializado o equivalente
a US$35,6 milhões, a um preço médio de US$5,35 FOB por quilo. O
Brasil é o maior exportador de café do mundo. Logo atrás encontramos
o Vietnã e a Colômbia. Os principais estados brasileiros produtores
de café são Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná,
Rondônia e outros.
No entanto, a logística de transporte, do campo até os pontos distribuição
não atende à indústria cafeeira. Segundo Santiago e Silva, do campo
às indústrias e destas aos portos, para exportação, o transporte
é rodoviário. Sem custo estimado, ele disse que varia conforme a
empresa. A queixa se volta para a precariedade das estradas e ferrovias.
Quanto à logística portuária, ele considera que os portos brasileiros
poderiam ser melhores, mas "não temos problemas para escoar o produto
industrializado". Santiago e Silva fala, ainda, que para aperfeiçoar
a cadeia logística do transporte do café nacional são necessárias
boas estradas e um bom sistema ferroviário.
A crise econômica norte-americana não chegou ao setor cafeeiro
nacional. Conforme Santiago e Silva, o produto industrializado continua
sendo comercializado normalmente. "Estamos exportando dentro das
nossas expectativas".
Fonte: Revista Cafeicultura
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