Praça Dom José Gaspar, 30 - 22º andar
CEP: 01047-010 - São Paulo/SP
Fone: (11) 3125-3160
Fax: (11) 3125-3169
E-mail: sindicafesp@sindicafesp.com.br

Notícias do Café
O Sindicafé-SP
Programa de Exportação de Café
Grupo de Avaliação de Café - GAC
Centro de Preparação de Café - CPC
Cursos e Treinamentos
Dicas de Preparo
Receitas com Café
Cafeterias
Fale com o Sindicafé-SP
Home
 
 Notícias do Café
  PRODUTORES AUMENTAM INVESTIMENTOS EM CAFÉS GOURMET

Nos últimos anos tem aumentado o interesse do consumidor pelos cafés gourmet. Segundo levantamento feito pela Abic (Associação Brasileira da Indústria do café), em 2009 houve um acréscimo de 15% no consumo desse tipo de grão, enquanto que os cafés tradicionais registraram aumento de 6%.

Parte do sucesso desses cafés especiais, também batizados no mercado como 'premium', se deve ao aumento das casas especializadas em cafés, oferta diversificada nas gôndolas de supermercados e ao crescimento da comercialização de máquinas de café expresso portáteis.

Outro chamariz para a comercialização desse produto é o valor agregado. "Para a produção de um café gourmet é necessário um grão de alta qualidade, de sabor diferenciado, intenso, com maior aroma. Podemos compará-lo com os melhores vinhos", exemplifica Nathan Nerszkowicz, diretor executivo da Abic. Para ele, a estabilidade da economia contribuiu muito para o aumento de cafés especiais no Brasil. Aliado a isso, o preço do produto estabilizou nos últimos anos.

Preocupação
Com a previsão de quebra de recorde na produção para a safra 2010, que pode atingir 50 milhões de sacas, o setor está preocupado, pois existe o risco de aumento da oferta do produto, ocasionando uma redução de preços.

"Orientamos nossos associados, que são mais de 1.200, a serem criativos para reduzir custos, e uma das formas é estimular a produção de cafés gourmets, que de certa forma minimizam os prejuízos, pois o produto tem valor agregado", comenta o executivo da Abic.

Na aposta desse nicho de mercado, muitos cafeicultores estão migrando para a criação de marca própria, como ocorreu com o produtor Ricardo Farah, de Bauru, no Cento-Oeste paulista. O investimento feito por Farah inclui um rigoroso trabalho de seleção de mudas, o acompanhamento de todas as etapas de produção, a colheita, seleção de grãos, torrefação e moagem, chegando até a comercialização.

"Procuramos verticalizar a produção e atingir direto o consumidor. Com isso, estamos alcançando os objetivos, com café gourmet, e o consumidor paga um preço acima do supermercado, porém, com a garantia de estar consumindo uma bebida de qualidade maior", diz o cafeicultor.

Fonte: Revista Cafeicultura