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A produção voltada para marcas próprias de café gourmet tem sido
uma das saídas usadas pelas indústrias brasileiras de café, principalmente
pelas de médio porte, visando driblar a concentração no segmento,
se manter no mercado e evitar serem engolidas pelas gigantes do
setor. De acordo com ao Abic (Associação Brasileira da Indústria
de Café), esta alternativa se transformou em uma tendência no setor,
com a crescente demanda e aumento no número de cafeterias.
"A marca própria para café gourmet é uma alternativa importante.
Nos Estados Unidos muitas empresas se especializaram nisso e chegam
a ter 90 marcas diferentes para atender clientes que vão desde cafeterias,
restaurantes e até redes de concessionárias de automóveis", afirma
Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic.
Uma das empresas que tem elevado seu faturamento apostando neste
segmento é a Café do Centro, cujas vendas para marcas próprias de
café gourmet representam 5% do total comercializado pela companhia,
que em 2010 faturou R$ 30 milhões. "Saímos do zero para R$ 1,5 milhão
em três anos. Iniciamos essa estratégia em 2007 e estamos crescendo
a cada ano", informa Rodrigo Branco Peres, sócio da Café do Centro.
De acordo com a Abic, outra alternativa tem sido explorar canais
de venda direta, como a internet. "À medida que o setor se consolida,
fica cada vez mais comum na indústria do café a venda direto ao
consumidor final", afirma Herszkowicz, destacando que estas iniciativas
tendem a crescer ainda mais.
Atualmente, as dez maiores empresas do setor no Pais já respondem,
juntas, por mais de 75% das vendas de café no mercado brasileiro.
Fonte: ABIC/ Global Research
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