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A crise no mercado financeiro mundial faz com que as cotações sigam
em queda no mercado interno e externo. Porém, há expectativa de
que a próxima safra brasileira seja muito boa, com ofertas de grãos
de excelente qualidade. Diante das chuvas que caíram em outubro,
abriu-se a esperada florada nos cafezais do Brasil. A segunda e
última florada deve acontecer em dezembro e a colheita da próxima
safra está prevista para ser iniciada em maio.
Boas notícias também nas exportações. O volume, ainda que com crescimento
na casa de 5% apenas. Mas, segundo pesquisadores do Cepea, os principais
motivos para o otimismo são o bom desempenho e a diminuição das
vendas de outros países exportadores, além da boa qualidade do café
brasileiro.
De acordo com o Departamento de Café da Secretaria de Produção
e Agroenergia do Mi nistério da Agricultura (Mapa), considerando-se
café verde, solúvel, torrado e extratos, o Brasil exportou, de janeiro
a agosto, 63,6% do volume total embarcado em 2010. Comparativamente
aos oito primeiros meses de 2010, houve aumento de 5,2%. Esses embarques
já proporcionaram na parcial deste ano receita equivalente a 92%
da obtida nos 12 meses do ano passado (em dólar).
No mercado de café robusta os preços seguem em alta. Segundo o
Cepea, a sustentação vem da retração de vendedores, que estão à
espera de preços ainda maiores para negociar. Os recentes recuos
nas cotações internacionais não têm influenciado expressivamente
os valores no Brasil nesse tipo de café. Mesmo com o volume recorde
na safra 2011/2012 do Espírito Santo e com os recentes recuos nas
cotações da variedade na Bolsa de Londres (Euronext Liffe), as bases
no físico brasileiro não registraram quedas. A forte retração vendedora
e a demanda firme por parte de torrefadoras nacionais são os principais
fatores que têm sustentado os preços internos.
Fonte: Revista Cafeicultura
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