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SINDICATO DA INDÚSTRIA DE
CAFÉ DO ESTADO DE SÃO PAULO


Recomedações Técnicas Programa de
Exportação de Café



PROGRAMA VAI INCREMENTAR EXPORTAÇÃO DO CAFÉ INDUSTRIALIZADO

Apesar de ser o maior produtor mundial de café (em 2002 produziu 45 milhões de sacas), e o segundo maior mercado consumidor, atingindo a marca de 13 milhões de sacas neste ano, o Brasil ainda está longe de alcançar a Itália e Alemanha, maiores exportadores do mundo, quando se trata de café industrializado. A Alemanha é também a maior compradora do café verde (em grãos) brasileiro. Importa o melhor café do mundo, agrega valor ao produto, torrando e moendo os grãos e vende para países da Europa, Ásia, África, América do Norte etc.

Neste ano, o Brasil manteve sua posição de maior exportador mundial de café verde, faturando U$ 1,25 bilhão com a exportação de 27 milhões de sacas. De acordo com Nathan Herszkowicz, presidente do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo - Sindicafé-SP, "o mundo processa e reexporta o café brasileiro numa quantidade cinco vezes menor da que o Brasil exporta na forma de commodity (grãos verdes). São, apenas, 5 milhões de sacas de café industrializado contra 27 milhões de sacas de café verde, embora com maior valor agregado, totalizando quase U$ 1,0 bilhao/ano".

O Programa Setorial Integrado para a Exportação do Café Industrializado- PSI, um projeto do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo- Sindicafé-SP, em convênio com a Agência de Promoção de Exportações - APEX tem como principal objetivo ampliar o perfil exportador brasileiro com o café torrado e moído, agregando valor ao produto e alavancando as vendas para o mercado externo.

Já para 2003, em seu primeiro ano de atuação, o programa pretende triplicar as hoje muito pequenas exportações brasileiras de café industrializado (torrado e/ou moído) de qualidade, superando em 248% as efetuadas em 2002. A idéia é exportar 123,8 mil sacas de café e alcançar um faturamento de U$ 17,7 milhões. As empresas que formam o grupo precursor do PSI, em 2002, projetam exportações de 35,6 mil sacas de café industrializado e um faturamento de U$ 5,1 milhões.

O projeto vai beneficiar, inicialmente, 21 empresas do setor cafeeiro, mas já prevê a adesão de mais 38 pequenas e médias torrefadoras, produtores, cooperativas e exportadores. Segundo Herszkowicz, "o PSI vai criar oportunidades de negócios para a indústria do café e todo o agronegocio, uma vez que o programa prevê mecanismos de capacitação para a atividade exportadora", explica.

As empresas que participam do projeto serão orientadas para que realizem um gerenciamento eficiente, visando a adequação de seus produtos ao gosto dos mercados mundiais e para que usem o conceito de café de qualidade. O PSI, em sua primeira etapa, deve ter duração de dois anos e está aberto à participação de qualquer empresa do setor interessada em agregar valor ao produto e exportar para o mundo todo.

O Programa nasce com um Sistema de Qualidade estruturado, que estabelece um padrão de qualidade mínima aceitável para o produto brasileiro. A idéia é que os produtos exportados, que se apoiarão nas estratégias de marketing desenvolvidas no PSI para a marca "Cafés do Brasil", sirvam também para criar uma percepção mundial de qualidade e de excelência do nosso produto. Empresas exportadoras e produtos, passarão por uma auditoria e testes laboratoriais de qualidade, para somente depois receberem a marca de origem "Cafés do Brasil".

O investimento para a realização do Programa é de R$ 11,5 milhões, sendo 50% originários da APEX e o restante das empresas integradas ao projeto. O objetivo é unir forças, com a junção das empresas, para resgatar o conceito de qualidade do café brasileiro e, conseqüentemente, atingir o mercado mundial, elevando o faturamento das empresas exportadoras.

Serão estimuladas as participações em feiras internacionais e missões comerciais. O programa prevê, ainda, elaboração de material promocional e de marketing e a nomeação de "embaixadores do café" para a promoção do produto, alem de degustações em centros de turismo, para fixar a imagem de excelência do produto brasileiro e estimular a sua demanda.

Para 2004, com o PSI já em seu segundo ano de funcionamento, o Brasil deve faturar U$28,3 milhões com a exportação de 196,5 mil sacas de café industrializado.

O Programa vai beneficiar toda a cadeia produtiva do café. O produtor, que planta e colhe grãos de qualidade e cafés especiais, vai ganhar com o aumento da procura pelos torrefadores por esta matéria prima para atender ao mercado externo. Ganha também o comércio, pois com a elevação de produção dos cafés Superior e Gourmet, que certamente também serão ofertados no mercado interno, o consumo interno cresce e novas cafeterias aparecem gerando mais renda e mais empregos.

Para mais informações sobre o PSI, clique aqui.
Para informações sobre cafés especiais, visite o site da Associação Brasileira de Cafés Especiais - BSCA.


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